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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Manuscrito do Diálogo com o Amante IV - Separação


Querido... Separação é só um instante; onde duas almas errantes desviam suas rotas ao longo do caminho... Pode durar alguns segundos ou pode durar para sempre, depende de como está a dureza no coração de cada um que habita.
Tive que partir, por que não entendes?Você me culpa, me agride, me chama de covarde, onde está a coerência nisso?
Muitos ventos sopravam contra você, me assoviavam que esta corrente de vento é fria demais para aquecer meu coração... Mas eu fui contra todas as direções de ventos, enfrentei a mais forte ventania para estar com você, para estar ao seu lado, e o que ganhei com isso?
Um coração ferido?
Agora você me vem com frases “sinto sua falta”, “estou com saudades”, “penso em você...”.
Isso não é o suficiente para sustentar o vazio que enche meu coração. Já sabíamos onde tudo isso iria acabar, então porque a insistência?
Vivesse o momento, e então tudo estaria acabado. Não me cobre, eu não sou assim, é necessário mais que um momento para se perdurar uma emoção em meu coração.
Porque eu não sou capaz de te desentortar, e porque eu jamais serei capaz de mudar o mundo...

 Nota: A série – Manuscrito de um diálogo com o Amante – é uma série de microcontos onde uma adolescente, através de diálogos com seu companheiro, relata em manuscritos as primeiras vivencias e descobertas do amor.

terça-feira, 27 de março de 2012

Manuscrito do Diálogo com o Amante (III)


Sorte?

Meu Muso:


Por que a duvida vem nos assolar nos momentos em que mais precisamos de segurança nos sentimentos?
Você certa vez me cobrou certeza em meus sentimentos por você, mas você se esquece que fantasmas às vezes assombram seus pensamentos, você mesmo já me confessou isso outro dia lembra? Então...Por que toda essa cobrança?
Sabe, nem sempre na vida precisamos levar toda a carga em nossos ombros... (respire...), devemos sempre procurar pensar leve, andar leve, respirar leve... (e solte...).
Sabe como aprendi isso? Quando criança, prendendo a respiração submersa na água...Quanto mais você se entrega, mais você tem o controle, e mais você domina a sua respiração, assim consegue prende-la por mais tempo...
Mas se você se descontrola, a ansiedade toma conta de você, e assim a sensação de sufocamento irá te dominar... E lhe faço uma confissão, é uma sensação insuportável...
Tão pequenina e já testando os limites...Não é tão ruim assim, no começo você se assusta e estranha, mas logo você se acostuma e terá o prazer da sensação de ter em suas mãos o domínio da sua vida!
Vale a pena tentar... E respire!

 Nota: A série – Manuscrito de um diálogo com o Amante – é uma série de microcontos onde uma adolescente, através de diálogos com seu companheiro, relata em manuscritos as primeiras vivencias e descobertas do amor.

Karina Aldrighis

sábado, 30 de julho de 2011

Manuscrito de um diálogo com o Amante - medo do desconhecido


Meu Muso,

Sabe que é a você que dirijo estas palavras. Hoje amanheci pensando, por que confrontar tantos sentimentos conflitantes?

Sentimentos são como sentinelas que vigiam os faróis em uma noite de tempestade, o mar se encontra agitado e, nunca se sabe quando uma embarcação irá naufragar ou encalhar na areia.

Você já teve medo do desconhecido? Já se imaginou abrir uma porta sem saber o que encontrará por detrás dela? Um deserto com cactos, uma atmosfera etérea com nuvens celestiais, ou simplesmente o caos?

Afinal, o que é o caos? Não sei, nunca o confrontei, e no momento tenho medo de o fazer...Quem não teria?

Por isso, por hora, recolho-me em minha dor, e espero por dias mais frutíferos e desfrutáveis.

Mas a porta de meu coração está aberta... É só bater e entrar...

Nota: A série – Manuscrito de um diálogo com o Amante – é uma série de microcontos onde uma adolescente, através de diálogos com seu companheiro, relata em manuscritos as primeiras vivencias e descobertas do amor.

Karina Aldrighis

terça-feira, 21 de junho de 2011

Manuscrito de um diálogo com o Amante (I)


Meu Muso:

Sabe que é a você que dirijo estas palavras. Você é a inspiração do meu viver, a vibração do meu morrer (de amor), a idealização da minha imaginação, o desassossego da minha paixão...

Deixo-lhe tudo isso: saudade, amizade, palavras amigas, momentos de benfica e muita absolvição (porque viver um amor verdadeiro e irrestrito sem perdoar é impossível...).

Erramos muito na vida, mas a Vida também erra muito com a gente...É difícil diferenciar o que é certo, o que é errado, o que é diferente...

Displicente é imaginar que um dia podes deixar de me amar sem me levar em consideração, pois os seus sentimentos eu levo em consideração sempre! (É um defeito meu, achar que se consegue levar os sofrimentos alheios do Mundo nas costas, sem avaliar os próprios sofrimentos...)

Existe uma linha tênue entre diferenciar o sofrer do Amor do êxtase momentâneo que este próprio Amor pode causar...

Você entende o que digo, não? Afinal deixas sinais de que já sofreste muito por amor em sua longa caminhada. Marcas ele (o amor) deixa, mas a Vida não consegue apaga-las...Será que já sofrestes por mim também? Que doce imaginar isso... “Ele já sofreu ou sofre por mim...”

Ah, o êxtase do amor! Extasio-me com ele também...Espero nunca abandona-lo...

Karina Aldrighis