quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Manuscrito do Diálogo com o Amante IV - Separação
terça-feira, 27 de março de 2012
Manuscrito do Diálogo com o Amante (III)
Meu Muso:
sábado, 30 de julho de 2011
Manuscrito de um diálogo com o Amante - medo do desconhecido

Meu Muso,
Sabe que é a você que dirijo estas palavras. Hoje amanheci pensando, por que confrontar tantos sentimentos conflitantes?
Sentimentos são como sentinelas que vigiam os faróis em uma noite de tempestade, o mar se encontra agitado e, nunca se sabe quando uma embarcação irá naufragar ou encalhar na areia.
Você já teve medo do desconhecido? Já se imaginou abrir uma porta sem saber o que encontrará por detrás dela? Um deserto com cactos, uma atmosfera etérea com nuvens celestiais, ou simplesmente o caos?
Afinal, o que é o caos? Não sei, nunca o confrontei, e no momento tenho medo de o fazer...Quem não teria?
Por isso, por hora, recolho-me em minha dor, e espero por dias mais frutíferos e desfrutáveis.
Mas a porta de meu coração está aberta... É só bater e entrar...
Nota: A série – Manuscrito de um diálogo com o Amante – é uma série de microcontos onde uma adolescente, através de diálogos com seu companheiro, relata em manuscritos as primeiras vivencias e descobertas do amor.
Karina Aldrighis
terça-feira, 21 de junho de 2011
Manuscrito de um diálogo com o Amante (I)
Meu Muso:
Sabe que é a você que dirijo estas palavras. Você é a inspiração do meu viver, a vibração do meu morrer (de amor), a idealização da minha imaginação, o desassossego da minha paixão...
Deixo-lhe tudo isso: saudade, amizade, palavras amigas, momentos de benfica e muita absolvição (porque viver um amor verdadeiro e irrestrito sem perdoar é impossível...).
Erramos muito na vida, mas a Vida também erra muito com a gente...É difícil diferenciar o que é certo, o que é errado, o que é diferente...
Displicente é imaginar que um dia podes deixar de me amar sem me levar em consideração, pois os seus sentimentos eu levo em consideração sempre! (É um defeito meu, achar que se consegue levar os sofrimentos alheios do Mundo nas costas, sem avaliar os próprios sofrimentos...)
Existe uma linha tênue entre diferenciar o sofrer do Amor do êxtase momentâneo que este próprio Amor pode causar...
Você entende o que digo, não? Afinal deixas sinais de que já sofreste muito por amor em sua longa caminhada. Marcas ele (o amor) deixa, mas a Vida não consegue apaga-las...Será que já sofrestes por mim também? Que doce imaginar isso... “Ele já sofreu ou sofre por mim...”
Ah, o êxtase do amor! Extasio-me com ele também...Espero nunca abandona-lo...
Karina Aldrighis

