quinta-feira, 25 de junho de 2015
Transmutação
Às vezes nos decepcionamos com pessoas... criamos falsas expectativas, nos entusiasmamos demais, nos frustramos... às vezes a vida ñ nos corresponde com aquilo que esperamos dela. Esperar demais é sempre um risco, e às vezes as pessoas nos machucam... a vida nos machuca. A vida ñ vibra na mesma sintonia que nós e vice- versa. Nestas horas me transformo em uma borboleta; me fecho, me reservo, transformo- me em meu casulo e me dou o direito de sair de cena. Me preservo, poupo minha energia vital e me regenero aguardando próximas oportunidades que a vida sempre nos traz! Porque eu me amo, me respeito e me preservo, porque tenho consciência que há forças que estão acima de nossas vontades, e que ñ podemos mudar! Eu sei aguardar, esperar o melhor momento e tirar o melhor de mim! Só assim respeitamos o tempo, nossos sentimentos e a vida! Só assim vivo o melhor de mim!
Karina Aldrighis
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
É proibido proibir!
domingo, 8 de setembro de 2013
Eu-lírico
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Sala de espera
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Felicidade Singela
Cronica, por Karina Aldrighis
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Viva a Literatura!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
No banco da praça
quarta-feira, 4 de abril de 2012
A desvalorização da Arte no Brasil
A desvalorização da arte no Brasil:
Estes dias me peguei chateada com pensamentos negativos: por que certas pessoas não acreditam em minha arte?
Muitas vezes me pego sendo questionada por amigos e parentes o que ganho sendo escritora; “no máximo satisfação pessoal”, argumentam, “ afinal, nenhum retorno financeiro...”.
Para que então investir tempo, energia e dinheiro em publicação de livros, inscrições em concursos literários, manutenção de sites e blogs, participação em saraus, bienais e outros eventos, etc, etc, etc...
O que estou ganhando com isso? Onde está o retorno financeiro?
Sei que em nosso país é difícil, raro ou praticamente impossível para alguns viver economicamente somente da venda de livros ou outras formas de arte. Tenho amigos poetas, escritores, atores, jornalistas, artistas plásticos que paralelos a suas atividades artísticas mantém outro meio de sobrevida. Assumem funções que às vezes até lhes denotam algum certo prazer pessoal, mas a arte fala mais alta, e estes mantêm as duas atividades em paralelo, afinal temos que sobreviver (e pagar contas, é claro!).
Num país recordista em arrecadação de impostos, nós brasileiros também temos direito de manifestar a nossa arte, não somente pensando no “pão de cada dia”, mas também extravasando a arte que a nossa criatividade manifesta, e aqueles que não entendem isso, sinto muito, esta é a minha arte!
Ainda bem que Deus nos deu a capacidade de sermos múltiplos e exercermos várias atividades ao mesmo tempo, somos seres multifacetados, e é aí que se encontra a graça e o prazer de viver a vida!
Por Karina Pereira - Secretária da UBE Núcleo Vale do Paraíba.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Lembra?
Lembra?
Lembra? Aquele dia em que tentei puxar conversa com você, que me olhou de olhar atravessado, rasgado como a noite, e me perguntou com rispidez no olhar “O que é?”, e engoliu um seco que lhe raspou a garganta, e como um gato maldito, arranhou sua traquéia, e sem nuance ou discórdia, virou-se para a tela do computador, e colou seus pensamentos em ondas virtuais...Lembra?
Aquele dia eu imaginei o Sol, e a praia, e as tardes sorrateiras no verão da juventude, e me lembrei de como era bom sentir o salgado do mar na pele nua, o arrepio que a gente sente quando a espuma gelada do mar encosta na derme e eriça o corpo...
Aquele dia eu senti a lua lá fora enluarando as bromélias do jardim, e imaginei borboletas e beija-flores por sobrevoar sobre elas, e provando seu néctar, e sentindo seu cheiro, e fluindo sua energia vital, como os libertinos fazem... Neste dia eu invejei a liberdade que eles desfrutam, e o desprendimento da vida ociosa, e murcha, e parasitária que eles tem...
Então eu me transmutei para uma paisagem mais bonita e desejável, um quadro mais belo, com nuances, e cores, e vida mais viva, com imagens mais definidas e tecnologia de cores e tintas emolduradas em um papel mental a qual somente eu poderia desfrutar...
Lembra?
Pois este quadro tornou-se realidade. Eu, como pintora da vida, me transmutei de corpo e alma para esta paisagem afrodisíaca, e não tenho a menor pretensão de abandona-la. Mudar-me daqui nem pensar... E voltar ao mundo acinzentado e de tons pastéis, com gelo e concreto ao qual você me proporcionava, no silencio e sem odor, ao timbre de batidas de teclado e vozes no silencio, não dá mais...
Estou de malas prontas, e com passagem só de ida.
Regozijo-me na vida, e aqui estou feliz! Daqui eu não quero sair nunca mais!
Adeus!
Karina Aldrighis
sábado, 20 de novembro de 2010
As Top dez mais...

Hoje ouvia ao radio quando a locutora anunciou eufórica no programa “Top 10 - as dez mais” do dia que as três primeiras colocadas eram musicas cantadas por mulheres, que ELAS estão dominando a parada... Confesso que por instantes me senti envaidecida, afinal também sou mulher, mas, por instantes ...............................................................................................................Caí na real!
Músicas da parada cantadas por mulheres, americanas ou interpretes em inglês, com letras e frases tais como “Sou louca, venha me pegar” ou “olhe o tamanho da minha buzanfa” ou “o meu biquíni é o menor da costa da Califórnia” ou “vamos fornicar na praia...”
Letras que não enaltecem beleza, a feminilidade, a delicadeza da mulher e sim, carregadas de termos pejorativos, que enegrecem sua feminilidade e a “vendem” como um produto vulgar, de fácil acesso a “todos” que querem lhe “pegar”.
Como se fossemos belos frascos de vidro à mostra em prateleiras de uma perfumaria, prontas a serem consumidas...
É uma pena! Por instantes eu REALMENTE me senti envaidecida...
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A Menina (Autobiográfico)
*Como a Flor de Lótus, que nasce da lama, ela perdeu o medo e se abriu, mostrando toda a sua beleza ao mundo.Ela foi uma menina introspectiva, acanhada e melancólica. Seu mundo era pequeno, e o Mundo parecia nunca lhe abrir os braços. Ela tinha receio de se mostrar, dizer o que sentia, dizer o que pensava, mostrar-se ao Mundo. Como uma Menina amedrontada, ela tinha medo que o Mundo lhe rejeitasse, e ela se sentia limitada pelo Mundo.
Seu único modo de se expressar ao Mundo era através de suas poesias. Ainda assim, era um modo sigiloso e fechado. Escrevia o que sentia em um pequeno caderno, ou em folhas soltas na gaveta. Eram poesias do seu diário em um diário-poesia. Lá ela exprimia dores, duvidas, anseios, expectativas e desejos. E era atendida. Mas somente o seu diário tinha acesso a seus sentimentos. Ela temia se mostrar ao Mundo! O que ele poderia pensar a respeito?
Mas o tempo passou, e a Menina virou Moça e a Moça se transformou em Mulher! E com esta mudança veio a maturidade, e a insegurança de se expressar ao Mundo passou. Ela passou a se sentir forte e encorajada, a maturidade lhe deu segurança suficiente para isso. Então ela resolveu se mostrar ao Mundo e o Mundo lhe abriu os braços, mostrando todas as oportunidades que ele poderia lhe proporcionar.
Ela se inscreveu em concursos, um modo autêntico e saudável de demonstrar seus escritos, e o primeiro em que se inscreveu ela foi premiada!
O Mundo lhe sorriu e ela retribuiu este sorriso da forma mais feliz possível.
Hoje ela é uma mulher madura, segura, realizada e sem medo de expressar seus sentimentos ao Mundo!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Trem da vida...
O tempo passa em um ritmo acelerado demais para o raciocínio acompanhar! Já me considero uma Balsac(ana)! Pela minha vida já passaram avôs, uma avó, amigos que se foram...Amigos meus já deram inicio a uma nova geração que já viveram sua primeira década...
Em minha vida já cabem quase quatro décadas, e uma década é muito tempo!...
E a quarta idade, será que chego lá? Minha avó acaba de completar 87 anos e já chegou lá, é uma guerreira!
Estou prestes a completar a idade de Cristo e me sinto crucificada pela vida!
Não consigo acompanhar o ritmo do trem da vida, ele passa muito rápido!
Mas vou seguindo no trilho deste trem, afinal, sei que um dia ele chegará a Estação Paraíso.
Questionamentos...

Por que lembrar???
As coisas não fazem sentido. As pessoas se procuram, se procuram. E quando se encontram, a coisa perde o sentido!
Lembro que quando era criança meus pais tinham uma banheira em casa. Eu sempre queria enche-la e brincar nela, mas conto no dedo às vezes que pude fazer isso! Lembro-me de umas quatro vezes, no máximo! Para que uma banheira em casa, se não poderia usa-la?
Íamos ao clube, nos finais de semana. Era sempre a mesma coisa: eu queria nadar na piscina, ficar horas seguidas n’água até enrugar, nadar na piscina mais funda, me esbaldar...Mas não podia! Para que ir ao clube então?
Alguém aí esclareça, por favor! Esse modo metódico e ridículo das pessoas tocarem e manipularem suas vidas...
Agora moro em um apartamento pequeno, cubículo, e com tudo contado em espaço...Não posso fazer mais isso!!! Onde está a lógica das coisas?Heim?
Para que flores, se não tenho jardim? Para que cachorro, se não tenho quintal? Para que brinquedos, se na tenho crianças? Para que discos, se não tenho tempo de ouvi-los? Para que sonhos, se não tenho tempo de realiza-los? Para que tudo isso, para que? Alguém responde?



