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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Transmutação



Às vezes nos decepcionamos com pessoas... criamos falsas expectativas, nos entusiasmamos demais, nos frustramos... às vezes a vida ñ nos corresponde com aquilo que esperamos dela. Esperar demais é sempre um risco, e às vezes as pessoas nos machucam... a vida nos machuca. A vida ñ vibra na mesma sintonia que nós e vice- versa. Nestas horas me transformo em uma borboleta; me fecho, me reservo, transformo- me em meu casulo e me dou o direito de sair de cena. Me preservo, poupo minha energia vital e me regenero aguardando próximas oportunidades que a vida sempre nos traz! Porque eu me amo, me respeito e me preservo, porque tenho consciência que há forças que estão acima de nossas vontades, e que ñ podemos mudar! Eu sei aguardar, esperar o melhor momento e tirar o melhor de mim! Só assim respeitamos o tempo, nossos sentimentos e a vida! Só assim vivo o melhor de mim! 

Karina Aldrighis

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

É proibido proibir!


 
Sensualidade, erotismo ou pornográfica?

É proibido proibir” - Caetano Veloso

Pegando onda na nova tendência do momento na Literatura nacional e internacional, a chamada literatura erótica, (depois do lançamento de “50 tons de cinza”, a preferência pegou), a meu ver, classifico como literatura nesta área três subtipos: a sensual, a erótica e a pornográfica.
A sensual já escrevi, apesar de não divulgar tanto e, pessoalmente, gostar muito. A erótica, é uma mescla de sensualidade com ousadia (né L.F.?), e apesar de eu não escrever, acho que não tenho criatividade para isso, admiro quem a escreve e bato palmas a seus autores (as), existem aqueles que são muito bem escritos.
Já a literatura pornográfica, bom... cada um no seu quadrado... (eu não curto).

Obras de minha autoria que classifico como sensuais (sem ideias que agridem aos olhos e ao coração):

Poema “Calor ardente”:

Crônica “Lembra?”:

Série “Manuscrito de um diálogo com o amante”:

A série – Manuscrito de um diálogo com o Amante – é uma série de microcontos onde uma adolescente, através de diálogos com seu companheiro, relata em manuscritos as primeiras vivencias e descobertas do amor. (escrevo inspirada em meus próprios diários de adolescência, afinal como todos, também já fui adolescente um dia e também tive os meus diários).


*Que fique claro que esta é só minha humilde opinião. Cada um que use sua criatividade, sua literatura e seu corpo como quer, afinal, a liberdade literaria existe para isso!





domingo, 8 de setembro de 2013

Eu-lírico


Existe uma visão poética: o poeta vê as coisas com um outro olhar, ao qual incorpora a emoção, a ironia, o humor, a compaixão. Podemos dizer que o eu-lírico é a voz que fala no poema e nem sempre corresponde à do autor.
Nem sempre o poeta põe o eu-lírico a seu serviço. Às vezes, o eu-lírico é que se utiliza do poeta, por assim dizer, para dar o seu recado.

Trechos de Milene Arder

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sala de espera


Ele sentou afoito. Muitas coisas passavam pela sua cabeça. A dias não dormia tentando se convencer a adiar aquela decisão difícil. Adentrar ou não aquela sala? Sentia-se desafiado e aturdido em ter de relembrar e remexer em toda aquela poeira escondida debaixo do tapete... ficar ou correr?
Ao lado esquerdo de sua poltrona havia uma pintura que retratava uma linda casa antiga, estilo colonial, que lhe lembrava as ruas de São Luiz.
A sua frente, desenhado em pintura a antiga casa de Monteiro Lobato. Reconheceu pelo velho Cruzeiro representado a frente da entrada da casa; “ele deve amar muito sua terra natal”, ele pensou, pois aquele quadro lhe era muito peculiar.
Em um enorme vaso, espadas de São Jorge espetavam os olhos dos curiosos e invejosos; “será que são verdadeiros? Não sei...” e deixou para investigá-los em uma outra oportunidade. Preguiça de levantar da poltrona, ou seria apreensão?
Estava mergulhado em seus pensamentos e temores quando a porta da sala se abriu, e ele foi convidado a adentrar, e assim ele o fez.

Karina Aldrighis

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Felicidade Singela


Felicidade Singela

Não gosto de vender felicidade! Felicidade em fotos explicita, em embalagens bonitas, cabelo arrumado, salto alto, perfume da moda, rimas perfeitas, melhor cotação do dia...
Gosto da felicidade singela, em apreciar uma bela paisagem em uma foto, em ouvir o cantar do pássaro pela manhã em minha janela, em ouvir meu companheiro cantarolar uma canção por vencer o cansaço no fim do dia após um bom banho quente, em ver minha barriga crescer um pouco mais a cada dia devido a espera de uma nova vida...
Felicidade singela, palavras bonitas, mas que dizem muito... Queria eternizar estas palavras, acho que elas dizem muito.
Não aprecio a correria do dia a dia, as cobranças enfreáveis, o exagero ao consumo, a imposição das normas da sociedade, a competição pelas melhores vagas, seja no ambiente de trabalho, na mesa disponível para almoçar no shopping, na ultima peça em liquidação, na melhor vaga para estacionar o carro, na fúria em conquistar a “simpatia” de todos a qualquer custo.
No fim, quando o dia acabar, quando as oportunidades se esgotarem, quando mais um obstáculo ser “dobrado” a unhas e dentes, e você ver o resultado final de sua ação, o que receberá em troca é um grande vazio, uma sensação de insatisfação, uma ansiedade, por mais...Mas mais o que? Tem idéia? Já se perguntou isso?
Eu já... E fui muito infeliz com a resposta! Por isso a minha necessidade do singelo, é mais simples, mais satisfatório e mais empolgante! O resultado é muito bom, experimente, vale a pena! Será muito melhor que aquela velha sensação de “vazio”, tenho certeza!
Felicidade singela: não estimula a competitividade, não causa estresse, não sobrecarrega as articulações, desestimula a individualidade, combate o egoísmo e faz muito bem à saúde em geral, enfim, recomendadíssimo!
Você pode começar com um bom livro, um livro de poesias de preferência, de seu autor favorito. Não precisa ler tudo de uma vez, vá aos poucos, página por página, poema por poema, um pouquinho a cada dia, como um conta gotas, muito apreciativo, recomendo! E a sensação ao final do dia é ótima, sem cobranças, sem extremos, divino!
Acho que precisamos desacelerar o mundo, é isso, e apreciar o que é mais belo, e mais singelo.  A felicidade mais completa, ou seja, a singela felicidade! :)

Cronica, por Karina Aldrighis

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Viva a Literatura!

Durante anos neguei a minha Literatura. Quero que minha Literatura desperte, quero que ela voe, quero que ela viva!
Por que existem pessoas que teimam em me lembrar que Literatura “Não nos leva a nada”? Por que não aceitam e entendem que ela faz parte de mim, intrínseca em meu ser, não há como separa-la de minha essência? Porque ela está misturada a mim, e sem ela, eu não vivo. Sem ela, eu não sou Eu!
A Literatura está em mim e não há como separa-la de mim. Se eu não a deixo se manifestar, me torno uma pessoa amarga, tristonha, infeliz. Porque ela faz parte de mim, e se eu renega-la, eu não sou mais Eu!
Por que negar a minha Literatura? Por que negar a minha essência? Por que não ser eu?
Por que ser como muitos, que se “encaixam” em formas da sociedade, que castra e limita drasticamente a “muitos”, padronizando o modo de ser das pessoas, onde todos devem corresponder a “padrões” impostos pela sociedade, e não respeitar a sua essência.
Sou fiel a minha essência, e respiro minha liberdade! Que me desculpem os que seguem “padrões” e vivem sob “formas” da sociedade. Isso é hipocrisia!
Respeito a minha essência e sou fiel a mim!
Viva a Literatura! E sua liberdade!

Karina Aldrighis

terça-feira, 21 de agosto de 2012

No banco da praça



Ela se sentou no banco da praça com o terço em mãos. Se apegava a ele como quem se apega ao último suspiro de vida, como quem se vê diante da última sorte no jogo. Rezava com afinco, pedindo a Nossa Senhora que lhe concedesse mais essa chance ou graça. O sol das onze horas não queimava, o calor era suportável e aquela árvore a refrescava.
Na praça, somente a companhia de um idoso que aguardava melancolicamente a chegada da hora do almoço.
Ela se encontrava devastada física, psicológica e emocionalmente, e aquele era o momento de oração onde ela renovava os votos de confiança para continuar lutando contra aquela que já a havia derrubado algumas vezes: a moléstia do físico. Ela se encontrava em absoluta solidão interior. Foi quando Mia, a gata malhada de olhos verdes se aproximou e começou a ronronar e a se esfregar em suas pernas; ela lhe pedia atenção. Por um minuto ela se esqueceu do fervor da oração e lhe concedeu alguns carinhos.
Por instantes Mia lhe fez companhia, lhe fazendo se esquecer da solidão.
Mia era persistente e não desistia em sua relutância; ronronou, miou, se esfregou, se lambeu, e se deitou ao seu lado, como quem insiste em gozar de sua companhia. Ela não relutou e assentiu, mas logo o sol esquentou, a barriga roncou e o tempo cedeu; e ela se apegou fervorosamente ao seu terço novamente se lembrando de sua moléstia e rogando a Nossa Senhora que lhe concedesse mais esta chance ou graça. E seus pensamentos retornaram ao seu objetivo.

Karina Aldrighis

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A desvalorização da Arte no Brasil


A desvalorização da arte no Brasil:

 

Estes dias me peguei chateada com pensamentos negativos: por que certas pessoas não acreditam em minha arte?

Muitas vezes me pego sendo questionada por amigos e parentes o que ganho sendo escritora; “no máximo satisfação pessoal”, argumentam, “ afinal, nenhum retorno financeiro...”.

Para que então investir tempo, energia e dinheiro em publicação de livros, inscrições em concursos literários, manutenção de sites e blogs, participação em saraus, bienais e outros eventos, etc, etc, etc...

O que estou ganhando com isso? Onde está o retorno financeiro?

Sei que em nosso país é difícil, raro ou praticamente impossível para alguns viver economicamente somente da venda de livros ou outras formas de arte. Tenho amigos poetas, escritores, atores, jornalistas, artistas plásticos que paralelos a suas atividades artísticas mantém outro meio de sobrevida. Assumem funções que às vezes até lhes denotam algum certo prazer pessoal, mas a arte fala mais alta, e estes mantêm as duas atividades em paralelo, afinal temos que sobreviver (e pagar contas, é claro!).

Num país recordista em arrecadação de impostos, nós brasileiros também temos direito de manifestar a nossa arte, não somente pensando no “pão de cada dia”, mas também extravasando a arte que a nossa criatividade manifesta, e aqueles que não entendem isso, sinto muito, esta é a minha arte!

Ainda bem que Deus nos deu a capacidade de sermos múltiplos e exercermos várias atividades ao mesmo tempo, somos seres multifacetados, e é aí que se encontra a graça e o prazer de viver a vida!

 

 Por Karina Pereira - Secretária da UBE Núcleo Vale do Paraíba.

 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lembra?

Lembra?

Lembra? Aquele dia em que tentei puxar conversa com você, que me olhou de olhar atravessado, rasgado como a noite, e me perguntou com rispidez no olhar “O que é?”, e engoliu um seco que lhe raspou a garganta, e como um gato maldito, arranhou sua traquéia, e sem nuance ou discórdia, virou-se para a tela do computador, e colou seus pensamentos em ondas virtuais...Lembra?

Aquele dia eu imaginei o Sol, e a praia, e as tardes sorrateiras no verão da juventude, e me lembrei de como era bom sentir o salgado do mar na pele nua, o arrepio que a gente sente quando a espuma gelada do mar encosta na derme e eriça o corpo...

Aquele dia eu senti a lua lá fora enluarando as bromélias do jardim, e imaginei borboletas e beija-flores por sobrevoar sobre elas, e provando seu néctar, e sentindo seu cheiro, e fluindo sua energia vital, como os libertinos fazem... Neste dia eu invejei a liberdade que eles desfrutam, e o desprendimento da vida ociosa, e murcha, e parasitária que eles tem...

Então eu me transmutei para uma paisagem mais bonita e desejável, um quadro mais belo, com nuances, e cores, e vida mais viva, com imagens mais definidas e tecnologia de cores e tintas emolduradas em um papel mental a qual somente eu poderia desfrutar...

Lembra?

Pois este quadro tornou-se realidade. Eu, como pintora da vida, me transmutei de corpo e alma para esta paisagem afrodisíaca, e não tenho a menor pretensão de abandona-la. Mudar-me daqui nem pensar... E voltar ao mundo acinzentado e de tons pastéis, com gelo e concreto ao qual você me proporcionava, no silencio e sem odor, ao timbre de batidas de teclado e vozes no silencio, não dá mais...

Estou de malas prontas, e com passagem só de ida.

Regozijo-me na vida, e aqui estou feliz! Daqui eu não quero sair nunca mais!

Adeus!

Karina Aldrighis

sábado, 20 de novembro de 2010

As Top dez mais...


Ouça...(Ops!)...Leia o Artigo "As Top 10 mais..."

Hoje ouvia ao radio quando a locutora anunciou eufórica no programa “Top 10 - as dez mais” do dia que as três primeiras colocadas eram musicas cantadas por mulheres, que ELAS estão dominando a parada... Confesso que por instantes me senti envaidecida, afinal também sou mulher, mas, por instantes ...............................................................................................................Caí na real!
Músicas da parada cantadas por mulheres, americanas ou interpretes em inglês, com letras e frases tais como “Sou louca, venha me pegar” ou “olhe o tamanho da minha buzanfa” ou “o meu biquíni é o menor da costa da Califórnia” ou “vamos fornicar na praia...”
Letras que não enaltecem beleza, a feminilidade, a delicadeza da mulher e sim, carregadas de termos pejorativos, que enegrecem sua feminilidade e a “vendem” como um produto vulgar, de fácil acesso a “todos” que querem lhe “pegar”.
Como se fossemos belos frascos de vidro à mostra em prateleiras de uma perfumaria, prontas a serem consumidas...
É uma pena! Por instantes eu REALMENTE me senti envaidecida...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Menina (Autobiográfico)

*Como a Flor de Lótus, que nasce da lama, ela perdeu o medo e se abriu, mostrando toda a sua beleza ao mundo.


Ela foi uma menina introspectiva, acanhada e melancólica. Seu mundo era pequeno, e o Mundo parecia nunca lhe abrir os braços. Ela tinha receio de se mostrar, dizer o que sentia, dizer o que pensava, mostrar-se ao Mundo. Como uma Menina amedrontada, ela tinha medo que o Mundo lhe rejeitasse, e ela se sentia limitada pelo Mundo.
Seu único modo de se expressar ao Mundo era através de suas poesias. Ainda assim, era um modo sigiloso e fechado. Escrevia o que sentia em um pequeno caderno, ou em folhas soltas na gaveta. Eram poesias do seu diário em um diário-poesia. Lá ela exprimia dores, duvidas, anseios, expectativas e desejos. E era atendida. Mas somente o seu diário tinha acesso a seus sentimentos. Ela temia se mostrar ao Mundo! O que ele poderia pensar a respeito?
Mas o tempo passou, e a Menina virou Moça e a Moça se transformou em Mulher! E com esta mudança veio a maturidade, e a insegurança de se expressar ao Mundo passou. Ela passou a se sentir forte e encorajada, a maturidade lhe deu segurança suficiente para isso. Então ela resolveu se mostrar ao Mundo e o Mundo lhe abriu os braços, mostrando todas as oportunidades que ele poderia lhe proporcionar.
Ela se inscreveu em concursos, um modo autêntico e saudável de demonstrar seus escritos, e o primeiro em que se inscreveu ela foi premiada!
O Mundo lhe sorriu e ela retribuiu este sorriso da forma mais feliz possível.
Hoje ela é uma mulher madura, segura, realizada e sem medo de expressar seus sentimentos ao Mundo!

Karina Aldrighis

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Trem da vida...

Década de 70, anos 80, anos 90...
O trem da vida passa...

Comecei nos anos 70. depois veio os anos 80, a década de 90 e agora uma década do novo milênio!
O tempo passa em um ritmo acelerado demais para o raciocínio acompanhar! Já me considero uma Balsac(ana)! Pela minha vida já passaram avôs, uma avó, amigos que se foram...Amigos meus já deram inicio a uma nova geração que já viveram sua primeira década...
Em minha vida já cabem quase quatro décadas, e uma década é muito tempo!...
E a quarta idade, será que chego lá? Minha avó acaba de completar 87 anos e já chegou lá, é uma guerreira!
Estou prestes a completar a idade de Cristo e me sinto crucificada pela vida!
Não consigo acompanhar o ritmo do trem da vida, ele passa muito rápido!
Mas vou seguindo no trilho deste trem, afinal, sei que um dia ele chegará a Estação Paraíso.
 

Questionamentos...


Questionamentos...
Por que lembrar???


Questionamentos

As coisas não fazem sentido. As pessoas se procuram, se procuram. E quando se encontram, a coisa perde o sentido!
Lembro que quando era criança meus pais tinham uma banheira em casa. Eu sempre queria enche-la e brincar nela, mas conto no dedo às vezes que pude fazer isso! Lembro-me de umas quatro vezes, no máximo! Para que uma banheira em casa, se não poderia usa-la?
Íamos ao clube, nos finais de semana. Era sempre a mesma coisa: eu queria nadar na piscina, ficar horas seguidas n’água até enrugar, nadar na piscina mais funda, me esbaldar...Mas não podia! Para que ir ao clube então?
Alguém aí esclareça, por favor! Esse modo metódico e ridículo das pessoas tocarem e manipularem suas vidas...
Agora moro em um apartamento pequeno, cubículo, e com tudo contado em espaço...Não posso fazer mais isso!!! Onde está a lógica das coisas?Heim?
Para que flores, se não tenho jardim? Para que cachorro, se não tenho quintal? Para que brinquedos, se na tenho crianças? Para que discos, se não tenho tempo de ouvi-los? Para que sonhos, se não tenho tempo de realiza-los? Para que tudo isso, para que? Alguém responde?